Síndrome de quebra-nozes: o que há de novo?

Resumo

A síndrome do quebra-nozes ocorre devido à compressão extrínseca da veia renal esquerda entre a aorta e a artéria mesentérica superior. Apesar da relevância clínica dessa síndrome, existem poucas publicações brasileiras sobre o tema, e o subdiagnóstico do quadro é frequente. O objetivo foi de realizar uma revisão bibliográfica sobre a síndrome de quebra-nozes. Trata-se de uma revisão de literatura a partir dos artigos publicados nos últimos 47 anos nas seguintes bases de dados: Scholar Google, SciELO, Pubmed Central®, ScienceDirect. A síndrome do quebra-nozes possui manifestações diversas, sendo as mais comuns dores no flanco esquerdo e hematúria. O diagnóstico é difícil e pode ser, muitas vezes, tardio. Existem várias opções de tratamento, sendo o procedimento cirúrgico aberto o mais realizado, e, destes, a transposição de veia renal esquerda tem sido a abordagem cirúrgica mais empregada e mais eficaz no tratamento da síndrome. Uma alternativa menos invasiva ao tratamento cirúrgico aberto que vem ganhando espaço é a abordagem endovascular, apesar de algumas complicações terem sido relatadas. A síndrome de quebra-nozes é um quadro clínico de difícil diagnóstico, é um importante diagnóstico diferencial de hematúria, requer alta suspeição clínica e é potencialmente tratável. Desta forma, este artigo ampliará a literatura científica sobre a temática no sentido contribuir para a redução dos subdiagnósticos da síndrome.

https://doi.org/10.51909/recis.v1i1.38
PDF
Creative Commons License

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.

Copyright (c) 2020 Revista de Ensino, Ciência e Inovação em Saúde