Avaliação do conhecimento de pacientes hospitalizados com Acidente Vascular Encefálico sobre o acionamento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência
PDF

Palavras-chave

Acidente Vascular Encefálico
Atendimento de Emergência Pré-Hospitalar
Tendências Stroke
Prehospital Emergency Care
Tendencies

Resumo

Acidente vascular encefálico (AVE) é uma das principais causas de morte no Brasil e possui prognóstico variável a depender do tempo entre o início do quadro clínico e a intervenção médica. Este trabalho objetivou observar os conhecimentos dos pacientes com AVE sobre o número do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Foi feito um estudo transversal realizado por meio de entrevistas e questionários estruturados que avaliaram sexo, faixa etária, escolaridade, renda familiar e conhecimento sobre acionamento do SAMU. A amostra foi composta por 115 pacientes internados e diagnosticados com AVE em um hospital na cidade de Petrolina, Pernambuco. A maioria era do sexo masculino com idade superior a 50 anos. Havia predominância de pacientes sem alfabetização e grande parte apresentava renda familiar de até um salário mínimo. Apenas 41 dos 115 pacientes responderam corretamente o número do SAMU. Esse percentual é aquém do ideal, principalmente ao considerar que essa é uma população predisposta a apresentar recidivas do quadro e necessitar novamente do suporte do SAMU. O correto acionamento do SAMU, por meio do número de telefone 192, é uma etapa fundamental para o atendimento eficaz.

https://doi.org/10.51909/recis.v1i1.27
PDF

Referências

Lotufo PA. Stroke is still a neglected disease in Brazil. Sao Paulo Med J. 2015;133(6):457-9. https://doi.org/10.1590/15163180.2015.13360510

García Ruiz R, Silva Fernández J, García Ruiz RM, Recio Bermejo M, Arias Arias Á, Del Saz Saucedo P, et al. Response to Symptoms and Prehospital Delay in Stroke Patients. Is It Time to Reconsider Stroke Awareness Campaigns? J Stroke Cerebrovasc Dis. 2018;27(3):625-632. https://doi.org/10.1016/j.jstrokecerebrovasdis.2017.09.036

O’Dwyer G, Konder MT, Reciputti LP, Macedo C, Lopes MGM. O processo de implantação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência no Brasil: estratégias de ação e dimensões estruturais. Cad Saude Publica. 2017;7;33(7):1-14. https://doi.org/10.1590/0102-311X00043716

Pacheco-Castilho AC, Vanin GM, Dantas RO, Pontes-Neto OM, Martino R.Dysphagia and Associated Pneumonia in Stroke Patients from Brazil: A Systematic Review. Dysphagia. 2019;34(4):499-520. https://doi.org/10.1007/s00455-019-10021-0

Bai QK, Zhao ZG, Lu LJ, et al. Treating ischaemic stroke with intravenous tPA beyond 4.5 hours under the guidance of a MRI DWI/T2WI mismatch was safe and effective. Stroke Vasc Neurol. 2019;4(1):8–13. https://doi.org/10.1136/svn-2018-000186

Harmon TS, Hulsberg PC, McFarland JR 3rd, Villescas VV, Matteo J. Time is Brain: The Future for Acute Ischemic Stroke Management is the Utilization of Steerable Microcatheters for Reperfusion. Cureus. 2019;11(1):e3842. https://doi.org/10.7759/cureus.3842

Zheng S, Yao B. Impact of risk factors for recurrence after the first ischemic stroke in adults: A systematic review and meta-analysis. J Clin Neurosci. 2019;60:24-30. https://doi.org/10.1016/j.jocn.2018.10.026

Meira F, Magalhães D, da Silva LS, Mendonça E Silva AC, Silva GS. Knowledge about Stroke in Belo Horizonte, Brazil: A Community-Based Study Using an Innovative Video Approach. Cerebrovasc Dis Extra. 2018;8(2):60–69. https://doi.org/10.1159/000488400

Gurav SK, Zirpe KG, Wadia RS, et al. Impact of "Stroke Code"-Rapid Response Team: An Attempt to Improve Intravenous Thrombolysis Rate and to Shorten Door-to-Needle Time in Acute Ischemic Stroke. Indian J Crit Care Med. 2018;22(4):243–248. https://doi.org/10.4103/ijccm.IJCCM_504_17

Pergola, Aline Maino, e Izilda Esmenia Muglia Araujo. "O leigo em situação de Memergência." Revista da Escola de Enfermagem da USP 42.4 (2008): 769-776. https://doi.org/10.1590/S0080-62342008000400021

Cruz MP, Teixeira AA, Parente GA, Ramos MM, de Oliveira Junior PH, de Sousa AR, de Arruda JA. Abordagem extensionista na Semana Nacional do Trânsito 2015: conscientização e análise de acidentes, de sequelas e do número do SAMU. Revista Brasileira De Extensão Universitária. 2017;8(1):9-13. https://doi.org/10.24317/23580399.2017v8i1.3091

Pontes-Neto OM, Silva GS, Feitosa MR, de Figueiredo NL, Fiorot JA, Rocha TN, Massaro AR, Leite JP. Stroke awareness in Brazil: alarming results in a community-based study. Stroke. 2008;39(2):292-6. https://doi.org/10.1161/STROKEAHA.107.493908

Fernandes CR, Cavalcante SB, Pinheiro JA, Costa JV, Costa PL, Melo-Filho AA. Conhecimento de estudantes de medicina sobre o funcionamento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Rev bras educ med. 2014; 38 (2) 253-260. http://dx.doi.org/10.1590/S0100-55022014000200012

Hawkes MA, Farez MF, Calandri IL, Ameriso SF. Perception of stroke symptoms and utilization of emergency medical services. Arq Neuropsiquiatr 2016;74(11):869-874. https://doi.org/10.1590/0004-282X20160142

Luchtemberg, Marilene Nonnemacher, and Denise Elvira Pires de Pires. "O que pensam os enfermeiros do SAMU sobre o seu processo de trabalho." Cogitare Enfermagem 2015:20 (3):457-466. http://dx.doi.org/10.5380/ce.v20i3.40964

Neto JA, Brum IV, Pereira DR, Santos LG. Conhecimento e interesse sobre suporte básico de vida entre leigos. International Journal of Cardiovascular Sciences. 2016;29(6):443-52.

http://dx.doi.org/10.5935/2359-4802.20160064

Creative Commons License

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.

Copyright (c) 2020 Revista de Ensino, Ciência e Inovação em Saúde